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domingo, 12 de junho de 2016

100 Km às voltas pela Ilha

Uma grande volta...

Queria dar uma volta pela Ilha. Queria começar de manhã mas a bruma matinal tirou-me a vontade. Queria passear mas também queria ver a paisagem. E, para isso, o Sol era absolutamente necessário. Sorte minha, à tarde, o astro veio com toda a força. Fiz-me à estrada. O plano era dar "uma granda volta" em etapas. A primeira era alcançar o centro da Ilha até ao inicio do trilho da Rocha do Chambre, de bicicleta. A segunda etapa, "correr" o trilho do Chambre. A terceira e derradeira etapa seria a partir do final do trilho até ao inicio da etapa inicial percorrendo, pela costa, a maior extensão possível em redor da Ilha.
Este passeio teria também dois outros objectivos: Testar a minha resistência física após a minha primeira ultra maratona, corrida quinze dias antes; e, Verificar a minha capacidade para, este verão, dar a volta à Ilha pela costa, de bicicleta.


A 1ª Etapa


A 2ª Etapa





A 3ª e última Etapa





A vista do marco geodésico no topo do trilho do Chambre é, simplesmente, fantástica!!!!




Vou recuperar, depois de uma "futebolada", e começar novamente  as corridas para manter o pulmão aberto. Antes da aventura de dar a volta à Ilha quero começar a fazer umas boas caçadas submarinas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Uma grande aventura

Há um ano atrás vivi uma verdadeira aventura, poderia mesmo dizer mesmo que foi uma daquelas aventuras de vida ou morte. Apenas porque tenho uma estranha vontade de me meter em ondas que me dão uma adrenalina intoxicante. Estas ondas deixam-me demasiado ansioso para apenas ficar a vê-las passar.

A entrada...

Tinha passado pela pipas no dia anterior, e sozinho, fiquei durante quase uma hora a olhar para o Mar a roer-me e a contorcer-me por não entrar. Estava bem maior e mais agreste de entrar e surfar. 

Pensei em todos os factores, o tamanho das ondas (que visto de cima normalmente engana), as poucas horas de luz do dia, e acima de tudo a falta de companhia... porque se alguma coisa corre para mal, não havia ninguém para me ajudar ou para avisar quem quer que fosse para me enviar ajuda.... Sim ajuda, quando a coisa aperta todos querem ter uma ajudinha. 


A remada...

Neste dia o mar estava mais pequeno, tinha mais tempo de luz, mas acima de tudo tinha uma companhia, uma boa companhia, o Barata.
Foi graças a ele que entrei e remei com toda a força na guelra com a motivação e crença que nada poderia correr mal. Tenho a certeza que o espírito e energia das pessoas com quem partilhamos certos momentos são imperativamente determinantes para o sucesso das mesmas!
Foi com essa gana e "sem medo de ninguém" que remei por ali fora em busca de mais umas descargas da droga que nos diz: estás vivo.

A onda...

Nada correu mal, e de regresso tinha a sensação que nada de agreste iria acontecer. Se tivesse que acontecer, já teria que ter acontecido.

Vinha com uma sensação de vitória: Orlando-2, Pipas-0

A saída...

Na realidade a surfada correu bem, muito bem mesmo. Sempre na calma, para não falhar o pé no sitio, e a coisa correu bastante bem.

Esperei calmo na saída pelo sinal de "caminho livre", e assim que o Barata deu o toque, ala pra' dentro que se faz tarde. 

Subi os calhaus, e quando estava (pensava eu) seguro, o Barata manda um grito de aviso e quando olhei para o Mar, não pude acreditar... a minha tara de estar no pior lugar no pior momento voltava a acontecer.

A cascata...

Uma vaga entrou mesmo de frente e bateu com toda a força nas pedras da pequena praia de lava,  levantando uma gigante parede de água branca, apenas poucos metros à minha frente. Se fiquei paralisado com o choque foi apenas por milésimos de segundo (que na minha memória são ainda hoje breves minutos), porque não podia esperar para ver o que iria acontecer. E fiz o que mais tenho feito desde à vários anos para cá... agarrei-me ao calhau. Coloquei a prancha à volta do meu amigo calhau e abracei-o. Parece estranho e um pouco de louco, mas abracei a ilha e a vida naqueles longos segundos que se seguiram... foi como estar por baixo de uma grande queda de água, de uma cascata. Talvez uma cascata um pouco maior do que a cascata da Fajã, mas a sensação, para quem já experimentou é a mesma... ao cubo!

 

O abraço...

Foi um susto (e que grande susto), mas nada de grave me aconteceu (adrenalina grátis). Apesar de estar sempre em situações por vezes consideradas agrestes, como levar com sets na cabeça ou mandar drops atrasados, posso considerar-me um sortudo. Passo pelo susto e pela adrenalina provocada por estas situações sem,  até ao momento, ter sofrido consequências graves.

Quando cheguei acima da falésia além do meu grande e amarelo sorriso (ainda um bocado sem perceber o que se tinha passado) lá estava o Barata com um sorriso ainda maior e mais amarelo que o meu. Penso que só ele poderá explicar melhor o que se passou e a incrível sorte e fezada que tive. Graças a ti Barata apenas estalei uma unha, a unha da sorte.

Obrigado Barata, não apenas pelas fotos mas pela companhia e pelo resto da vida!

Grande Abraço.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Uma estreia especial...

Na passada quinta feira em uma super rápida deslocação até à ilha vizinha de S. Miguel estreei-me nos "novos" aviões da SATA, os Bombardier Dash-8 Q200. Foi uma viagem emocionante, não por estar um ventinho e uma chuvada daquelas típicas dos Açores, mas por toda a excitação de ir viajar em um avião diferente.

Tudo porque quando ao caminhar para o avião e imaginar que a viagem não poderia ser mais emocionante, reparo, ao olhar para a janela do cockpit em uma cara familiar. Intrigado, mas de sorriso rasgado (pela viagem estreia), pergunto à hospedeira se o comandante não seria um conhecido amigo de aventuras marítimas e sentei-me no fundo do avião. Passados uns breves minutos (3 no máximo) a hospedeira chamou-me para me sentar no cockpit, incrível, e eu a pensar que não cabia mais ninguém no cockpit, para além dos pilotos, afinal viajei lá dentro. Se já estava super aceso, depois de me sentar no cockpit e colocar o sinto para a descolagem, estava hiper feliz e tinha um sorriso que rivalizava com o de qualquer miúdo quando ganha a sua primeira bicicleta. LINDO. Chuva, vento lateral e bora prà descolagem, que como pode-se imaginar, foi um pouco turbulenta.

Após uma tranquila viagem com lua cheia foi muito bonito ver S.Miguel e a cidade de Ponta Delgada by night.
Aproximação tranquila à pista e aterragem suave.
Muito Obrigado ao piloto e co-piloto do avião.
Foi uma estreia super-mega-fantástica.


Gracias Sandokan

Easy Star All Stars - The Dub Side of the Moon

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GregNoll