segunda-feira, 12 de março de 2012

O tradicional... Gadus morhua

É um dos peixes mais consumidos em Portugal, e é também o mais tradicional, apesar de não ser pescado em águas lusas.

O Gadus morhua, o bacalhau, é um peixe bastante mais bonito do que eu sempre imaginei. Para mim, a ideia de Bacalhau era a de um peixe escalado, seco e salgado...às postas. Longe do seu aspecto em fresco.


Este, o da fotografia, foi capturado nos bancos da Terra Nova. Nos longínquos bancos de pesca, onde vários Portugueses, Bascos e Franceses, pescaram durante séculos o apetitoso e já mítico bacalhau.




A ligação lusa a este peixe e a esta terra além mar é tal que, quando os Britânicos chegaram à Terra-Nova, existiam já vários barcos Portugueses ancorados em uma baía. A baía de St. Jones, onde existe a cidade com o mesmo nome. Aqui, existe mesmo um cemitério onde estão sepultados vários pescadores Portugueses, e o nome Portugal faz parte da toponímia local.


Actualmente, a pesca na Terra Nova e em particular no flemish cap, as capturas de bacalhau são apenas residuais, sendo a maioria da pesca dirigida ao red fish - Sebastes mentella -












e à palmeta - Reinhardtius hyppoglossoides nas zonas de maior profundidade.

domingo, 11 de março de 2012

From the deep

Durante a minha mais longa estadia fora de terra, tive oportunidade de conhecer a dura realidade da pesca longínqua.

Uma das coisas mais interessantes para mim, foi a oportunidade de ver várias espécies marinhas que nunca havia sequer imaginado existirem.

Este foi um dos vários peixes que vi pela primeira vez.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Orelha Negra - A Cura

O nome da banda e o nome da musica não se poderiam adequar mais ao que sinto neste momento.
A orelha, não pela cor, mas pelo facto de o principal nesta história ser uma orelha.
Neste caso particular a minha.

E, o melhor, a cura. A cura da orelha.



Finalmente tenho "carta branca" para me jogar ao Mar.
Literalmente.
E vou fazê-lo logo que possa.
Vou nadar, mergulhar, caçar e tudo o que me der vontade e, como sempre, com toda a força "na guelra"!





E mais uma vez o Neptuno não falha: Toma lá Bombocas!!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

West Shore

Foi um puxado fim de semana, com muitas horas passadas dentro de água e com muitas subidas e descidas no calhau...
Duas caçadas matinais com boa companhia.

A primeira com uma abrótea (Physis physis), uma tainha (Mugil cephalus), umas vejas (Sparisoma cretense) e dois pampos (Balistes capriscus). Ainda apanhei, pela primeira vez, duas lapas burras (Haliotis tuberculata coccinea)....belo petisco!!!

A Costa Oeste do calhau é íngreme, é dura de roer, não é pêra doce... em suma é para pessoal rijo.

Não que depois das duas "promessas" pagas (duas falésias) me sinta tão rijo como na sexta feira passada, mas sinto-me com a mente reforçada.



Afinal de contas desci umas falésias, e mais difícil ainda, subi com a recompensa às costas!



Estas subidas "ensinam-me" a ter cuidado com o que caço.... quanto mais e maior apanhas, mais terás que carregar.


No dia seguinte mais uma descida p'lo calhau abaixo, mais material, e bem cedo para abrir a pestana!!


Assim que entrei na água e ainda a ambientar-me ao fresquinho matinal provocado pel'agua que ia entrando dentro do fato.

Comecei a espreitar por entre umas falhas da ponta rochosa que nos serviu de acesso ao mar, escondido na rebentação que batia no calhau, por uns sargos ainda adormecidos.

Não teria passado 10 minutos desde que havia entrado no mar e no primeiro mergulho que faço e a uns escassos metros de profundidade, à "porta" de um canal de lava, ponho-me à espera de um sargo mais distraido que passe por ali. Passaram uns pequenos sargos, uma ou outra salema e ficaram umas patruças a olhar pasmadas para mim, quando... Apareceu uma magnifica e linda Anchova (Pomatomus saltator). Esperei mais uns segundos para que esta se aproximasse e disparei.


Ficou feita a caçada. Não queria apanhar mais peixe nem mais nada... queria só passear.





segunda-feira, 18 de julho de 2011

My BackYard

É bom estar em casa...
mas cada vez gosto mais de estar no meu quintal!
A vista é maravilhosa!
A banda sonora é natural, sem conservantes, e passa constantemente sem ser necessário carregar no play.
De verão os cagarros (Calonectris diomedea borealis).
No inverno a pujança do mar e vento, que fazem tremer as encostas onde a casa assenta, compõem a banda sonora.


O trilho é um passo para o Mar.
As pontas que nele investem, calmas na bonança e corajosas na procela, são uma mistura de cores escuras da lava e de pintas coloridas de pescadores que pescam na sua superfície.
No fundo é uma infinidade de vida e imagens que não consigo facilmente descrever...

São muitos espaços, muitas vidas.
São uma estrondosa, abismal força que despontam em mim, a cada mergulho, a vontade de voltar a mergulhar mais e mais fundo. De entrar em cada caverna procurando um Sargo (Diplodus sargus), um Salmonete (Mullus surmuletus) ou uma Garoupa (Serranus cabrilla) para o jantar. Ou simplesmente ficar paralisado pelo tamanho de um majestoso Ratão ( Taeniura grabata) pousado no fundo de areia de uma pequena caverna.


Além das imagens, vale também a pescaria, os mergulhos, a natação e sempre a paisagem!


Jantar para três em uma hora de passeio...

fresh fish !!!!


Easy Star All Stars - The Dub Side of the Moon

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GregNoll